Tuesday, November 27, 2007

PARABÉNS DAIJOBO

Chegamos ao post número 100...

É importante neste momento relembrar todos os colaboradores que ao longo deste tempo contribuiram para chegarmos a este número...

A imagem que se segue é a da Galáxia denominada: Messier 100. Pareceu-me mais adequado que um bolo de aniversário. (Apesar de que eu estou completamente a favor que o pessoal combine um dia qualquer para comermos um bolo especial para comemorar esta marca... :)

Indiana Jones IV



Tan tan tan.. tan tan... tan tan tan tan.. tan tan...

Quem nunca ouviu esta música típica que acompanha os filmes do Indiana Jones e também grande parte das aventuras gráficas pertencentes ao merchandising? (Esta música que aliás foi o meu toque de telemovel para algumas pessoas durante algum tempo...)

Bem... vamos todos poder voltar a ouvir esta múscia no cinema no mês de Maio que se aproxima. Check it out: aqui!.

Thursday, November 22, 2007

editors - bullets

Creio que hoje é o dia da música...
deixo-vos a música que me tem acompanhado durante a semana...



editors: bullets

sobre a música... o videoclip é inesperado para a letra...
"me sa like it"

Wednesday, November 21, 2007

Lusco-fusco no Estádio Universitário...

Olá...
sem um tema muito definido, nem algo muito concreto em mente, venho-vos falar de uma das actividades que me tem ocupado muito do meu tempo...

errado!
não é disso que estou a falar...
e muito menos disso!

venho pois falar-vos do lusco-fusco no Estádio Universitário...
ou se quiserem mais poético...
do pôr do sol pelos caminhos solitários e verdes (ou não tão verdes assim) do Estádio Universitário...

não somos assim muitos a percorrer os caminhos de areia neste tempo frio...
mas a verdade é que algumas caras começam a soar a familiar e eventualmente a contrastar no meio de uma carruagem de metro...
é impossível não partilhar um sorriso com alguém que sabes que irás encontrar no dia seguinte todo suado a dar o litro para percorrer mais um quilómetro que seja...
um companheiro de desventuras e aventuras pelos caminhos de areia, movediça, que existe para ali para o meio do estádio....

confesso-vos que....
a corrida é algo muito dual para mim...
o meu desagrado em ir correr é contrabalançado apenas pela minha vontade em descobrir até onde é que consigo ir...

eu não gosto de correr...
mas confesso que há algo de viciante em todos os dias transpor um pouco mais o limite e puxar um pouco mais para ver se dá...
há algo de transcendente em pensar para ti própria: vá aguenta só mais um bocadinho...
pela única e exclusiva razão de que ontem já aguentaste aquele bocadinho e hoje tens de fazer pelo menos o que fizeste ontem...
e já que ali estás porque não puxar um bocadinho mais...

correr é definitivamente uma tortura para mim...
provoca dores físicas e é uma perca de tempo...
mas mesmo assim...
todos os dias lá vou eu para o estádio universitário no lusco fusco...
e apesar de pensar para comigo: porque raio é que tu vais fazer isto...
a verdade é que dou sempre o passo necessário ao início da corrida...

é algo estranho não é?
and it makes me wonder...

não vos posso apresentar uma razão racional para eu correr quando não gosto...

posso apenas argumentar que estou, talvez, viciada na sensação de todos os dias superar os meus limites...


and that is all folks...

Friday, November 16, 2007

Editors

Ontem não deu, mas aqui fica uma música de Editors... só porque hoje eles vão dar um concerto em Lisboa...

...e eu vou lá estar :).

Editors - An End has a Start


Como comentário pessoal à música... o título faz todo o sentido lógico possível. :D

Pergunta pertinente

Hoje, e desta feita, não tenho muita matéria para partilha, apenas uma questão que deixo no ar:

Conhecem algo mais irritante do que ouvir Bon Jovi em acústico?

Tuesday, November 13, 2007

Lembram-se disto?

Não vou estragar a surpresa de qual a música que hoje vos trago...

Vejam o video clip e relembrem...

as nossas metades estão unidas por um pedaço de queijo derretido

Num lanche, à não muito tempo atrás, eu disse que iria fazer um post com este título...
e como não me surgiu mais nada para escrever o post desta semana, resolvi escrever sobre o que viesse à cabeça...

ora bem:
isto não pode ser...

claramente isto também não...

não vale apena falar sobre isto....

toda a gente vai gozar se falar disto....

hmmm...

"sou a única pessoa que te faz rir assim não é?
isso e os palhaços...mas com menos esforço..."

bem não é a única...
mas contam-se pelos dedos (das duas mãos, mas sem a ajuda dos pés...) as que conseguem...
e posso dizer que hoje no egipcío estavam várias...
e de manhã vi pelo menos mais duas....

posso então ponderar que Deus gosta de mim?
porque hoje até vi muitas pessoas que me fizeram rir e sorrir?


deu-me (assim para o passou-me pelo tico e o teco enquanto estavam a jogar squash) para pensar que há coisas que mudam tanto
e há coisas que mudam tão pouco...
como o olhar esgazeado do Mike às 9h da manhã a tentar descobrir as potencialidades do estudo do efeito do álcool em moscas...
as aventuras e desventuras da Marisa e do Helder quando vão tentar apanhar tritões para os trabalhos das outras pessoas...
as parvoíces conjuntas do Leitão e do Grassa quando só conseguem dizer porcaria a um fim de tarde, de um dia que aparentemente não estava a ser dos melhores...

enfim...

pessoas...

conjunturas...

vidas....


pedaços de pão com chouriço é o que é...

unidas, creio eu, por mais do que pedaços de queijo derretido...

mas olhando para trás...
para as separações improváveis e o afastamento que muitos juraram nunca acontecer....

o mais que queijo, pode apenas tornar-se queijo...

e toda a gente sabe que o queijo....

come-se

e pronto é isto
que tenho sono e quero dormir :P

Saturday, November 10, 2007

You are now enter in the Umbrella zone

CUIDADO!!!

este link contém conteúdos que desafiam até a tradução da Stella...

procedam com extrema caução...

carreguem AQUI

falando um pouco do link...

este blog foi descoberto por mim e pelo Barbudo através do Blog do Banzai...
muitos de vocês poderão não gostar da maneira de escrever/linguagem do escritor...
mas este post está genial (pelo menos para mim :D)...

Leitão... diz lá que agora a música não ficou muito melhor...
mesmo sem o videoclip :P

Friday, November 09, 2007

Deus não gosta de mim

Suspeito que Deus não gosta de mim.
Pode, se adregar, ter algo a ver com o facto de eu não acreditar n'Ele.

Não acreditar em pessoas - ou divindades, neste caso - pode levar a um certo arreganho da parte do alvo desse desabono.
As divindades podem, até e inclusive, ser mais assanhadas nesta coisa do rancor fruto da depreciação do que um mero saco de carne humana.
É que as entidades omni-tudo-e-mais-um-par-de-botas estão mal habituadinhas, e tudo por nossa culpa.
Não sei se já repararam, mas Elas já esperam reverência da nossa parte.
É a Elas que o populacho agradece as coisas boas que lhes calha.
Elas têm santuários onde as pessoas se deslocam propositadamente para a Elas orar.
C'um camandro, Elas até têm pratinhos, daqueles com luzes estroboscópicas e que se vendem nas lojas dos chineses, com a figura d'Elas ao centro.

Já o meu tio Luís, por exemplo, não tem nada disto.
Quer-se dizer, também não é bem assim.
Costumam agradecer-lhe quando ele, após comer quatro ou cinco carapaus bem regados com vinho tinto carrascão ali no tasco do sr. Castro, arrota para o lado em vez de inundar as pessoas com o cheiro a peixe azedo.
Tem quem reze por ele: ele mesmo, quando a mulher lhe aparece à porta da taverna e cospe-se toda aos berros com as palavras "Reza para que hoje não passes a ombreira de casa com uma carraspana igual à do outro dia, Luís Miguel! Reza!".
E tem uns pratinhos com menção a ele... bom, não têm a imagem dele, têm só o nome dele, e regra geral usam-se ao lado do pratinho com o nome da consorte ou da irmã ou do que é que é, e não têm luzes de espécie estroboscópica alguma, mas também se podem encontrar no chinês, pelo que já é um aceitável ponto em comum.

Por estas e por outras, eu até que diria que Deus e o meu tio Luís estão ali ela por ela.
E assim sendo, diria que Deus não gosta de mim da mesma forma que eu não gosto do meu tio Luís.

Quando, nos meus 12 anos, eu disse que ia ser isto, aquilo e o outro, o meu tio não acreditou em mim.
Disse que, quanto muito, eu tinha gabarito para ser apenas este e aqueloutro.
E voltou a desacreditar-me uns anos mais tarde, quando me perguntou "Olha lá, viste o abre-latas?" e eu respondi "Está na sala, no cinzeiro da mesinha de vidro".
Na altura - nunca mais me esqueço - ele olhou-me com aquele olhar de como quem diz "O abre-latas... na sala... dentro de um cinzeiro... e numa mesinha de vidro... pois claro que está", para logo a seguir ignorar-me e vasculhar todas as gavetas da cozinha à procura do abre-latas, inclusivamente a última gaveta, aquela lá mais rasteira, onde ele bem sabia que as únicas coisas que lá se guardavam eram os napperons e as toalhas de mesa que só se usam no Natal e na Páscoa.
Quando o abre-latas esteve, durante todo aquele tempo, na sala.
Dentro do cinzeiro.
Em cima da mesinha.
A de vidro.

Talvez esta coisa da crença e do desgosto possa até ser uma pescadinha de rabo na boca, ou seja, o meu tio não acredita em mim da mesma forma que eu não acredito em Deus da mesma forma que Deus não acredita no meu tio Luís e o meu tio não gosta de Deus da mesma forma que Deus não gosta de mim da mesma forma que eu não gosto do meu tio Luís.

E não me custa a acreditar que Deus não acredita no meu tio.
Afinal de contas, até parece impossível que exista alguém que arrote de forma tão desabridamente acre como ele.

Thursday, November 08, 2007

Hoje sim já é o tal dia da música...

No entanto eu discordo com o Graça quando e ele diz que ontem não era o tal dia de música, porque ontem foi o dia de Interpol... e isso para mim é dia de música.

Aliás, agora que penso no assunto... toda esta semana foi uma semana de música... ora deixa cá ver uma retrospectiva rápida de alguns dos momentos desta semana:

- Dei música que me fartei
- Deram me música em quantidade q.b.
- Rufus Wainwright deu um bom concerto. Apesar de que eu não estava à espera de tudo... mas pronto a Inês já comentou este concerto... Qualquer opinião pessoal que decida partilhar será no contexto desse post.
- Interpol deram um bom concerto.

Um bom concerto?! Sim um bom concerto. Na minha opinião um concerto melhor que o do Super Bock - mas atenção eu, ao contrário de outras pessoas gostei do concerto anterior - acho que a banda em si estava mais presente. Apesar de que não me consegui aperceber muito da presença do Carlos D.

O Som poderia estar melhor sem dúvida. O microfone para a voz do Daniel estava um bocado (muito) morto, o que não é tipicamente notório... mas foi incomodativo no final da música do PDA (uma das minha favoritas).

A coisa de que senti mais falta (assim como outras pessoas) foi a música NYC. (Esta a minha favorita neste momento...).

HA!!!! Claro. Estava a esquecer-me que os Blonde Redhead também actuaram, fizeram a abertura dos Interpol. Pronto... sobre estes eu já ouvi os albuns (2) umas quantas vezes sem muita atenção... e a sensação que me ficou foi de que eles eram fixes.

Ao vivo acabei por só ouvir 3 músicas acho eu... Não com a atenção suficiente para formar uma opinião pessoal. No entanto mais do que uma pessoa me disse que aquilo era péssimo...

E pronto posto toda esta conversa, acho que vou culminar com um video clip, para manter o objectivo do terceiro dia da música. Hoje não posso fazer absolutamente nada. Nunca conseguiria colocar outra coisa que não Interpol:

Interpol - The Heinrich Maneuver


Esta música tem a caracteristica de ficar completamente no ouvido. Experimentem ouvir isto de manhã em casa pouco depois de acordarem... e vejam como é verdade. Outras coisas, eu pessoalmente gosto da letra... porque sim.

Wednesday, November 07, 2007

Ainda não é o tal Dia da Música mas...

... mas nada!

Tomem lá e depois não digam que eu não vos alegro o dia!

Senhoras e senhores, The Communards...


Rufus wainwright

olá...
estou a fazer este post um pouco a pressa, uma vez que daqui a mais ou menos 10 minutos vou sair para ir para o concerto dos interpol...

e venho aqui fazer o rescaldo do que, para mim, foi o concerto de Rufus Wainwright...

a primeira coisa que tenho a dizer é: foi uma surpresa...

é claro que tinha ouvido (um pouco assim por cima da burra, como se costuma dizer) os albuns do senhor... mas nada me preparou para o que aí vinha...

senhor de uma presença em palco contagiante e um humor a condizer... a "princesa sem trono" como se auto intitulou deu um espectáculo de quase 3 horas que nem se viu passar os ponteiros do relógio...

com canções ricas em melodia e entre músicas mais calmas ao piano e músicas com saxofones, trompetes e banjos, conjuntamente com o baterista que fazia anos, o fantasma do Mozart, o passeio até ao museu dos coches, o terramoto de 1755 e a mãe pode-se dizer que o concerto foi tudo menos monótono...


a última coisa que quero falar foi da roupagem... que fez as delicias de vários elementos do público...
depois de uma primeira parte de fato cor de rosa, passou para calções tirolês, para um roupão e por fim para um outfit "Liza Mineliano"... com o qual, diga-se de passagem, se safou muito bem...

e pronto...
vou pa interpol...

cya ;)

Tuesday, November 06, 2007

onSkool Jumping

Isto merece ser partilhado...

É um desvio da dança techno e promete vir a ser um sucesso entre as camadas mais jovens...

E é das poucas coisas que, sim senhor, eu gostei de ver um grupo de rapazolas de acne eflorescente pôr em prática...

Sem mais, deixo-vos uma amostra do que é onSkool Jumping...

Monday, November 05, 2007

Wordplay

O homem ia nú e sózinho, na rua, com um rádio de ondas curtas encostado ao ouvido. Chocados com aquela visão pouco agradável (ainda se fosse uma jovem curvilínea...) os transeuntes telefonaram para as autoridades que, de imediato, mandaram um agente para tomar conta da ocorrência.
O polícia, aproximou-se do indivíduo que exibia tão despropositado preparo e disse-lhe: “O Senhor não pode andar nú na rua, ouvindo um rádio. Está preso, venha comigo para a esquadra!”
O intrepelado, surpreendido com aquela abordagem repentina ficou, inicialmente, perplexo mas, de imediato, aproveitou uma das ondas curtas do rádio, cavalgou-a e afastou-se, sempre na crista da onda que o transportava rapidamente. O polícia ficou sem palavras, mas, sendo um homem de ideias vagas, montou uma das vagas e iniciou uma louca e aquática perseguição.
Durante vários minutos, a cidade presenciou uma louca corrida, um nú montado na crista de uma onda, perseguido por um polícia que cavalgava uma grande vaga que perseguia a onda, conseguindo, pouco a pouco encurtar a distância entre perseguidor e perseguido.
Após alguns minutos desta delirante perseguição, a vaga do polícia apanhou a onda do nú e o agente da autoridade agarrou firmemente o prevaricador, obrigando-o a desmontar da onda ao mesmo tempo que deixava a sua vaga.
“Agora vai comigo, que eu não o largo!” - disse, ufano, o agente fardado. Só então constatou que a perseguição o tinha afastado da zona da sua esquadra e que não tinha meio de transporte de volta. Viu então passar um táxi e chamou-o. Fez o seu prisioneiro entrar para a viatura e disse ao motorista: “Rápido, para a 69ª Esquadra, por favor”.
No caminho para a esquadra o táxi teve um furo. De imediato o condutor saiu do carro e dirigiu-se à mala para tirar o pneu sobresselente e o macaco para poder trocar os pneus. No entanto, o macaco estava de greve e fugiu para cima de uma galho de uma árvore. O taxista, que era um homem com imaginação e que tinha visto num programa da TV que os macacos eram um pouco míopes, pegou numa chave de parafusos amarela e abanou-a, fingindo que era uma banana que estava a oferecer ao macaco. Este, enganado, aproximou-se para receber a banana e foi agarrado e usado para levantar o carro o que possibilitou a troca dos pneus.
Guardados o pneu furado e o macaco na mala, o táxi retomou caminho e rapidamente chegou à esquadra. Infelizmente, ao chegarem à esquadra morreram os três afogados... pois o chefe da esquadra sofria de cataratas.

Sunday, November 04, 2007

Para quem escrevemos?

Começo por postular o óbvio: Quem escreve fá-lo para ser lido. Por quem, define em grande parte o que escrevemos e como escrevemos. Nem sempre as palavras são para serem lidas por alguém real, alguém que ainda existe ou alguém que seja concebível que venha a lê-las.
Alguns dos textos escritos por mim que releio, esporadicamente, com prazer foram escritos para pessoas que nunca pretendo que os leiam ou para pessoas que infelizmente já não se encontram entre nós. Outros foram escritos para ninguém em especial mas não pretendo que alguém que não seja eu próprio alguma vez os leia. Mesmo assim, foram escritos para serem lidos por esse alguém que nunca os há-de ler... Talvez pareça confuso mas se pensarmos no cerne da questão, é claro como a água límpida.
Como se inserem nesta perpectiva os textos escritos só para desabafar, ou para ajudar a prespectivar as nossas ideias (sim, porque estas também são razões para escrever...)? Exactamente no sentido explicitado no parágrafo anterior: foram escritos para ser lidos por alguém indefinido que nunca os há-de ler, mas são sempre escritos para alguém.
Isto tudo para justificar o postulado inicial: quem escreve, escreve para ser lido. Agora o porquê de escrever toda esta baboseira... Tal como eu escrevo estas linhas para serem lidas ou deixadas de lado como desinteressantes por vocês que frequentam este espaço, também a Sr. Rowling escreve para um público bem definido (sim, retorno à problemática do Aldus Dumbledore ser gay...) e esse facto define o que escreve e como o escreve. Quando escreveu as histórias do Master Potter, estou bastante seguro de que não atribui, nem em pensamentos, nenhuma sexualidade ao pobre Dumbledore, porque essa questão não interessava ao público para quem escrevia. Só quando confrontada com o facto de que alguém com quem dialogava se interessava por essa questão é que teve de decidir qual a sexualidade do excelso professor. Não penso que tenha optado pela homosexualidade por ter ela própria pensamentos dessa natureza ou por o seu esposo ter virado para o lado escuro da força ou qualquer outra razão semelhante. Somente pensou, novamente, em quem era o alvo das suas palavras (faladas nesta instância, mas estou certo que estava cientes que estas seriam escritas quase de imediato...). Pensou: “Falo com alguém que já se preocupa com sexualidade e, como tal, que reagirá muito mais fortemente se eu atribuir uma sexualidade mas inconvencional às minhas personagens”... e voilá: Dumbledore é gay!!! Mesmo assim não foi mau de todo, podíamos ter a Hermione envolvida num combate campal na cama com a futura esposa do Sr. Potter (a descrição de tal batalha épica ficaria certamente um pouco deslocada num livro para um público mais jovem, mas poderia ter a sua graça...).
Não escrevi tudo o que queria escrever mas o texto já vai um pouco longo para o que é costume (se chegou aqui sem saltar nada e sem adormecer, parabéns! Provou que era um leitor persistente de delírios literários inconsequentes).

Saturday, November 03, 2007

Aldus ia ao barbeiro?

Depois de um grande debate ontem, deixo-vos aqui um contributo que pode ser muito importante, e quiçá dar a resposta a todas as nossas perguntas.

é o podcast da rubrica do Nuno Markl, de dia 31-10-2007, que normalmente oiço em plena A5.



No fim queria só partilhar com vocês, e só para o caso de alguma vez terem tido duvidas, sou muito homem, e não sou só eu que me enquadro nesta categoria, todos nós 6, sim a mariana também, somos demasiado homens pro Jamaica, ou pelo menos assim define o senhor porteiro...

quando alguém souber a quantidade de homem certa para ir ao Jamaica avisem

Albus Dumbledore era rabeta.

Epá... ... como é que eu vos posso dizer isto? Aparentmente...
...
Ainda estou afectado com a descoberta...
Pois, bem pronto... erm... epá... leiam e pronto:

In front of a full house of hardcore Potter fans at Carnegie Hall in New York, Rowling, sitting on the stage on a red velvet and carved wood throne, read from her seventh and final book, "Harry Potter and the Deathly Hallows," then took questions. One fan asked whether Albus Dumbledore, the head of the famed Hogwarts School of Wizardry and Witchcraft, had ever loved anyone. Rowling smiled. "Dumbledore is gay, actually," replied Rowling as the audience erupted in surprise. She added that, in her mind, Dumbledore had an unrequited love affair with Gellert Grindelwald, Voldemort's predecessor who appears in the seventh book. After several minutes of prolonged shouting and clapping from astonished fans, Rowling added. "I would have told you earlier if I knew it would make you so happy."

O problema, é que agora começo a perceber porque é que o Ron (aquele amigo ruivo do Harry Potter) tinha medo de tudo e mais alguma coisa... e faz aqueles esgares estranhos nos filmes todos... Ora bolas pá... Então aquilo Hogwards era mais uma "Casa Pia"?!

É que se era, o melhor é juntar já os dois casos, que isto como têm ali uns toques ingleses é coisa para se arrastar eternamente no sistema judicial portugês... Maddy de Deus...

Um novo marco na história.

Venho aqui deixar um símbolo críptico, mas reconhecível para quem esteve na situação particular, para um dia, muito mais tarde, quando eu já estiver reformado ou coisa que o valha, olhar para aqui e pensar: "Há! Então foi nesse dia memorável que nos aconteceu aquela cena".

E que tenho eu de críptico o suficiente para deixar aqui como um marco? Uma simples frase que passo então a transcrever:

Nós somos muito homens.

E muito poderia ser agora aqui escrito, e tenho ainda algures guardado num local obscuro da minha mente, a secreta esperança de que um dia, esse grande génio cuja obra serve para enaltecer esse glorioso edíficio da literatura Portuguesa, oh esse grande Miguel Sousa Tavares, venha a escrever uma fantástica obra de ficção - nos níveis da qualidade a que esse senhor nos tem habituado ao longo dos anos - sobre esta frase. E quem sabe, num rasgo de loucura, premiar-me com o prazer de ver esta mesma frase, convertida no título dessa mesma obra.

Sim. E digo isto porque, alguém que afirma numa entrevista: "...os meus livros são bons" merece esta especial atenção que lhe dedico agora. Epá... é que ele há tipos que pronto... são assim para o desligados da realidade que os rodeia e acham coisas que não o são. Mas não o nosso Miguel Sousa Tavares. ELE não... se o rapaz diz que os livros dele são bons, quem sou eu para desconfiar do contrário...

Friday, November 02, 2007

Escarrar ou não escarrar, eis a questão

Tenho cá para mim que, de entre aquilo que é considerado intrinsecamente talento, falta um meandro: o acto de escarrar.

Atenção que não falo aqui da banal cuspidela.
Não, meus amigos.
Cuspir qualquer um cospe.

Falo de algo mais do que meros jorros de saliva.
Falo, isso sim, daquele escarro que, bem puxado e bem proporcionado, é por si só uma forma de arte.

Só para perceberem bem o meu ponto de vista, e discorrendo numa via urbana a dar ali para o street, cuspir está para o mau graffiti como o escarrar está para o bom graffiti.

Ninguém gosta de ver uma tag ou uma m*rdança de um boneco que parece ter sido feita por um puto de 8 anos com Parkinson, tal como ninguém gosta de ver outro alguém a cuspir baba assim, sem mais nem menos, para o chão.

Já um belo de um desenho de um búfalo ou de uma pin-up numa parede é coisa para uma pessoa afirmar que "sim senhora, isto sim, apesar do ligeiro asco que sinto por esta coisa do pintar paredes com sprays, é bonito e merece aclamação".
É este o meu sentimento quando alguém expectora daquela langonha que é bem capaz de percorrer dois a três metros sem se desfazer a não ser quando esbarra com o solo.
Naquele instante em que a mucosidade voa e se metamorfoseia no ar, qual ameba viscosa a velejar para um nojento horizonte, naqueles breves segundos, eu sei o que é a graciosidade.

E eu próprio, sempre que posso, também recorro a este mui nobre artifício.
Há quem tenha veia de artista.
Eu gosto de pensar que tenho faringe de artista.

E se o escarro fosse mesmo uma arte, ou até uma ciência, então aí Portugal estaria na sua própria vanguarda.
Não cá faltariam os nossos Prémios Nobel da escarreta.
Os nossos Saramagos do visco nasal.

Eu sonho com o dia em que as famosas escarradeiras voltem a estar na voga.
Sonho com um Mundo onde expelir escarros é não sinal de primitivismo, mas sim de moderna bonança.
Pois o bruto repugnante que hoje se cospe todo é o Picasso mucoso de amanhã.

E é nesse Mundo que eu quero viver.

primeiro post no blog

Embora seja o meu primeiro post penso que este não vai ser fantastico e inesquecivel, mas como tudo na vida vai-se tentando melhorar com o tempo...
Na verdade, a unica razao para me juntar a este blog foi o seu tema FCUL (Frente Comum de Unidade Lesbica), espero que aparecem imagens e videos interessantes ...

Thursday, November 01, 2007

Dia da música

Pensavam que me ia esquecer? Claro que não.

Portanto hoje estava a meditar em sobre o que vos devia mostrar e decidi que me apetecia qualquer coisa divertida e que me deixe bem disposto. E para além disso pedi ajuda ao público pelo que hoje levam dose dupla de música.

E começamos bem, com uma seleção pessoal:

Sophie Ellis Bextor - Murder on the dancefloor


Confesso que esta música nem sequer é muito o meu estilo. Mas tenho de vos dizer: Este video clip está muito bom. Há qualquer coisa no comportamento da Sophie que me deixa num misto de atraído e muito atraído por ela. E depois a combinação da imagem e do som, acaba por ser verdadeiramente contagiante.

E como segunda dose, tenho aqui uma sugestão que me foi dada por alguém que já me deu muito boas sugestões musicais. No entanto não vou conseguir dizer o que isto é... portanto aqui fica o vídeo:



Não posso dar uma opinião muito pessoal sobre isto, visto que me foi recomendado... acho que me o descreveram como "o video mais parvo que vais conseguir arranjar".
Eu pessoalmente não menospreso a estupidez humana, pelo que dizer que isto é o que de mais parvo existe talvez seja um exagero.

De qualquer forma como side note... se acrescentarem uns babuínos e uns elefantes cor-de-rosa a este vídeo, vão ficar com uma ideia muito próxima da realidade do que acontece na minha cabeça a partir das 16:30 - 17:00...

I am mine...

Ora bem, hoje é quinta feira...
dia da música...
e dia de trabalho para alguns (poucos) e de não fazer nenhum para outros...

hoje apeteceu-me por este:
I am mine dos peal jam



gosto...
é fixe...
faz-me lembrar de que há coisas que são nossas...
que só nós podemos conseguir...
que só nós podemos dar ou tirar...

e pronto...
farewell and cya next time :)